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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Permissões que ferem a Honra

A única maneira de andarmos em verdadeira honra é honrarmos a Deus em primeiríssimo lugar. A honra duradoura somente existirá quando valorizarmos Deus acima de qualquer pessoa ou coisa (Pv. 3.9). Devemos valorizar, estimar, respeitar e reverenciar o Senhor acima de tudo e de todos. Nós o desonramos quando valorizamos qualquer pessoa ou coisa acima dele. Ele é o Grande Rei. Somente quando dedicamos nossa honra completamente a Deus, ela transcende e se converte em adoração.
O objetivo final é honrar a Deus. A nossa honra para com as autoridades, pessoas do nosso nível e para com os “pequeninos” passa para Jesus e, finalmente, para o Pai. Quando nossa honra às pessoas substitui a honra e a obediência a Deus, ela cai sob o rótulo de honra “desbotada”, ou idolatria, em lugar de honra duradoura.
Eli e a Honra desbotada – 1 Samuel 2.23-24
Eli era o sacerdote chefe. Estava a cargo do Tabernáculo durante os dias da infância de Samuel. Seus filhos eram homens sem honra que não tinham respeito pelo Senhor, por Seu povo, ou por suas obrigações como sacerdotes. Eles tiravam o melhor das ofertas para si e, se os adoradores reclamassem, eles o tiravam à força.
Eli estava ciente do comportamento desleal de seus filhos para com as ofertas, além do fato deles seduzirem as jovens mulheres que serviam à entrada do Tabernáculo (1Sm 2.23-24).
Embora ele os tivesse confrontado, continuou permitindo que seus filhos servissem como sacerdotes. Ele estava se beneficiando: seus hábitos glutões de alimentação estavam sendo satisfeitos com o comportamento de seus filhos. Se ele realmente honrasse a Deus, ele os teria excluído do ministério. Ele os teria substituído por homens justos que servissem ao Senhor e ao povo com um coração correto.
Veja em 1 Samuel 2.27-29 a palavra do Senhor que veio a Eli por meio de um profeta. O profeta apontou os motivos de Eli: ele preferia o beneficio das melhores ofertas tiradas pela manipulação e pela força, desprezando a integridade. Deus, através do profeta, declarou que Eli honrava mais seus filhos do que a Deus. Ao fazer isso, ele não apenas não receberia recompensa, mas o oposto – sofreria uma grande perda. Pois veja o que Deus prossegue dizendo em 1 Samuel 2.30-36.
Deus disse que levantaria um sacerdote fiel que obedeceria ao Senhor antes de agradar a si mesmo ou as pessoas. Isso é, verdadeiramente, honra. A recompensa deste sacerdote que substituiria Eli era que ele e seus descendentes jamais perderiam seu lugar, e eles teriam abundancia de bênçãos.
A Honra de Abraão – Gênesis 22.15-18
Abraão honrou a Deus desta maneira. Ninguém era mais importante para ele que Isaque. Ele havia esperado por seu filho prometido por vinte e cinco anos, e o amou mais do que qualquer pessoa ou coisa. Porém, uma noite, Deus veio a Abraão e pediu que ele o honrasse acima de seu filho. Deus pediu a ele que oferecesse Isaque para morrer.
Você pode imaginar a confusão que tomou conta da alma de Abraão? Nada que lhe fosse pedido poderia ser mais difícil de abrir mão. Teria sido mais fácil renunciar a todos os seus bens do que desistir daquele através de quem viria sua posteridade. Mas, Abraão, sem hesitar, levantou-se bem cedo e tomou o caminho para fazer o que Deus lhe havia ordenado.
Abraão honrou a Deus mais do que qualquer coisa. Por este motivo, no momento em que ele tiraria a vida de Isaque, o anjo bradou (Gn 22.12).
Toda verdadeira honra é um subproduto do temor santo. Agora, veja a recompensa que Abraão recebeu por seu ato de suprema honra (Gn 22.15-18). Lembre-se, a honra sempre leva consigo uma recompensa, tanto quando você honra a Deus diretamente quanto quando o faz indiretamente, honrando os servos dele.
A escolha errada de Moisés em honrar a esposa
Moisés esteve a ponto de perder tudo por honrar outra pessoa acima de Deus. Seu erro foi grave. Na verdade, Deus ficou muito zangado, tanto que a vida de Moisés esteve a ponto de ser encerrada abruptamente.
Após Deus aparecer a Moisés e falar através da “sarça-ardente”, ele, sem hesitar, seguiu em direção ao Egito para cumprir a ordem de Deus. Todavia, há um detalhe que, apesar de muito importante, é muito discreto quanto à exposição como assunto relevante. Na primeira noite da caminhada de Moisés, no local onde acampou, Deus apareceu para matar Moisés. O quê? Matar aquele a quem Ele havia acabado de dizer que libertaria Seu povo? O que está acontecendo aqui?
Veja o que aconteceu:
Quando Moisés desceu da montanha, depois do encontro com a sarça ardente, sua esposa foi uma das primeiras pessoas a encontrá-lo. Certamente ela percebeu que Moisés havia passado por uma experiência profunda. Você duvida que ela lhe tenha perguntado algo? Posso imaginar a conversa deles mais ou menos assim: “Zípora, o libertador de quem tanto falávamos, sou eu!!!!”
Zípora, então, observa Moisés efetuar a circuncisão de Gerson. Ao presenciar seu filho mais velho gritar, gemer e se contorcer de dor, ficou aterrorizada. Como seu marido podia fazer aquilo ao seu filho amado? Ela fica se perguntando a respeito do homem com quem se casou. O que aconteceu com ele naquela montanha? Será que o Deus com quem ele se encontrou era tão cruel e sanguinário?
Então a mamãe entra em cena. “Você não vai fazer isso de novo. Este é o meu bebê. Já foi longe de mais praticando este ato cruel e injusto de tortura com Gerson. Que tipo de marido é você? ‘Homem sanguinário’!”.
Um imenso conflito matrimonial se seguiu. Ela discute, depois grita e, possivelmente, até ameaça Moisés. A briga se estende pelo dia inteiro, atravessa a noite e o dia seguinte. Não se faz nenhuma refeição, e as ameaças só pioram a cada hora que passa. Para Moisés, aquilo parece interminável, e ele está ficando esgotado.
Finalmente, Moisés irrita-se com a resistência de sua mulher e, então, pensa: “Que tolice a minha; tenho um grande chamado e estou aqui preso em picuinhas – o meu chamado é libertar o povo que sofre, preciso começar imediatamente ao invés de ficar aqui brigando com minha mulher!” Então ele cede e diz: “Deixa isso pra lá e vamos embora ao que interessa!”
A caminho do Egito, o Senhor vai até o acampamento deles para matar Moisés, por ter honrado sua mulher em vez de honrar a Deus. Deus não aceita isso do líder escolhido por Ele. Ele matará Moisés e encontrará outro. No entanto, quando a mulher de Moisés vê o que está para acontecer a seu marido, toma juízo e circuncida seu filho (Ex 4.25).
Uma pergunta necessária: Deus apareceu para matar Moisés ou a esposa dele? Moisés! Por quê? Porque Deus disse a Moisés para circuncidar seus filhos; ele era o líder do lar e ele escolheu honrar as exigências de sua mulher mais do que a ordem de Deus. Ele era o responsável. Isso nos mostra a importância de não fazermos concessões com a verdade para agradar àqueles que estão debaixo de nossa autoridade.
Mantenedor da paz ou pacificador - Nesta circunstância, o erro de Moisés foi agir como um mero mantenedor da paz em vez de agir como um pacificador. (Mt 5.9).
Um mantenedor da paz é alguém que faz concessões com a Palavra para manter uma falsa sensação de paz – e os líderes podem cair nessa armadilha facilmente. Isso é honrar a quem vemos em vez de honrarmos Aquele a quem não vemos. Deus abomina este comportamento.
Os mantenedores da paz, às vezes, são movidos por interesses egoístas. Eles não querem o desconforto de serem desagradáveis com ninguém, evitando a rejeição a qualquer preço. Apreciam estar bem com todos e não querem correr o risco de perder o beneficio que estão recebendo daqueles a quem deveriam confrontar, assim como Eli e seus filhos.
Um pacificador, por outro lado, é alguém que confronta se necessário for, para ter a verdadeira paz. O Reino de Deus é paz, e para ter verdadeira paz, às vezes precisamos confrontar pessoas duramente, mas com muito amor e carinho (Rm 14.17).
Moisés, provavelmente, aprendeu com este incidente e nunca mais fez concessões com a verdade para honrar o pedido de outra pessoa. Então, na essência, essa falha no início de seu ministério tornou-se um marco para ele, um ponto de aprendizado, o lugar onde uma forte convicção se estabeleceu em seu coração para torná-lo um grande líder pelo resto de sua vida.
Eli era um caso grave. Ele não era novo na liderança como Moisés, mas um veterano maduro. Ele sabia exatamente o que estava fazendo. Moisés, por outro lado, estava, provavelmente, apenas tentando ser um bom esposo. Ele foi sincero, mas estava sinceramente errado.
O perigo das concessões em família
Todos os incidentes que ilustramos até aqui ocorreram em família.
Abraão e Eli – Os incidentes foram em relação aos filhos.
Moisés – O incidente aconteceu em relação à sua esposa.
A essa altura, as palavras de Jesus com relação ao lar ficam bem claras (Mt 10.34-37). Quando fazemos concessões com a vontade de Deus, como revelada em Sua Palavra, para honrar alguém, mesmo que seja dentro de nossa família, pecamos gravemente contra Deus. Espero que você consiga ver a gravidade disto; as palavras de Jesus são diretas e severas. Para Eli, não haveria como escapar do julgamento pronunciado contra sua família. Honrar seus filhos mais do que a Deus custou-lhe um preço muito alto.
Nisso encontra-se o equilíbrio adequado da honra. Temos aprendido sobre a importância da honra, entretanto, a honra dada a alguém mais do que a Deus cai na categoria da desonra ou idolatria contra Ele, o que, na maioria das vezes, gera consequências desastrosas. Nada, nem ninguém, deve ser honrado mais do que Ele. Ele é Deus, é Rei, é o nosso Salvador. Que cada um tenha essa revelação diante de tudo o que fizermos.
As armadilhas da honra baseada em respeito humano
Na palavra de Deus, todos os homens e mulheres que honraram as pessoas mais do que a Deus tiveram consequências trágicas.
No livro de Reis há um episódio que me impressiona profundamente. Ele conta a história de um profeta jovem e de um profeta velho. O jovem profeta foi instruído por Deus a ir a Betel e clamar contra o altar idólatra onde o rei Jeroboão sacrificava. Ele o fez, e Deus imediatamente partiu o altar ao meio, e as cinzas se derramaram exatamente como o profeta havia dito.
O rei Jeroboão ficou impressionado com a rapidez com que as palavras do homem de Deus se cumpriram, e com o poder de Deus que curou sua mão. Então, o rei convidou o profeta para ir ao palácio refrescar-se e receber uma recompensa (1Rs 13.8-9).
Como Deus havia falado, o jovem profeta começou sua jornada de volta para Judá por outro caminho, como Deus havia determinado. Entretanto, um velho profeta o encontrou pelo caminho e o convidou para comer em sua casa (1Rs 13.17-19).
O jovem profeta respeitou o velho profeta. Provavelmente, esse respeito pelos mais velhos desenvolveu-se em sua infância e adolescência. Havia uma forte convicção em seu íntimo de honrar os homens que serviam a Deus há mais tempo que ele, e essa é uma virtude. Todavia, o equilíbrio é não se basear no respeito humano. O grave erro do jovem profeta foi ter honrado a pessoa do velho profeta mais do que a Palavra do Senhor. Isso lhe custou muito caro.
Um exemplo do Novo Testamento encontra-se em Gálatas (Gl 2.11-14).Por que Pedro, Barnabé e os outros crentes judeus se afastaram dos crentes gentios sendo que, antes, comiam livremente com eles?
A resposta é simples, porém grave – eles honravam seus amigos judeus acima da verdade, e isso resultou em um comportamento temeroso e hipócrita. Pedro conhecia a verdade; ela lhe fora revelada de maneira espetacular quando estava em Jaffa.
Nossas respostas devem ser reguladas pela Palavra de Deus. Assim, se alguém que amamos e respeitamos muito, de alguma forma, seduzir ou tentar nos persuadir contra o que sabemos ser a Palavra de Deus, não podemos jamais, honrar o desejo deles acima da vontade de Deus.
Como conquistar a honra
Exigir honra é contrário ao coração de Deus. Se um marido ouvir uma destas palavras que têm sido pregadas a respeito de honra, chegar em casa e exigir receber honra de sua esposa e filhos, ele perdeu a essência da mensagem. O mesmo se aplica a qualquer pessoa em posição de autoridade. Por outro lado, as Escrituras ensinam o que podemos fazer para atrair a honra para nossa vida (Pv 4.5-8).
O contrário de vergonha é honra. Rejeite a correção e você convidará a desonra. Mas, ame a verdade mais do que o conforto ou o prazer pessoal e você gerará honra. Deus promete honra se você buscar intensamente a piedade. Ela pode não vir imediatamente, mas sempre virá. Depois de muitos anos, observo aqueles que andam nas bênçãos duradouras de Deus. Para alguns, por algum tempo pareceu que sua fidelidade não seria recompensada; no entanto, através da paciência constante, eles finalmente receberem grande honra e bênção (Pv 22.4).
Como preservar os benefícios da honra
Não importa com que abundância Deus nos abençoe, devemos sempre nos lembrar que tudo o que temos foi dado por Ele. Toda vez que Deus nos prospera além do que jamais sonhamos, e alcançamos provisão em abundância, isso se torna também um grande teste para cada um de nós.
Em tudo você confia em Deus: nos momentos de escassez, no que deveria falar, como deveria gastar seu dinheiro, onde deveria ir e assim por diante. Ou, quando Deus lhe abençoa abundantemente, você começa a dar suas próprias opiniões, tomar decisões sem consultar a Ele, vai aonde deseja sem perguntar se é ou não a vontade de Deus? Ou se esquece de onde veio?
Filhos, muitos que caíram, caíram nos tempos de abundância, e não nos tempos da seca. Paulo, durante toda a sua vida, referiu a si mesmo como “o menor dos apóstolos”, “o menor de todos os santos” e o “chefe dos pecadores”. Ele nunca se esqueceu de onde veio, nem esta eterna verdade: que tudo o que ele tinha, Deus lhe havia dado (1Co 4.7).

As leis da honra

O apóstolo diz em Romanos: “Pague ao outro o que você deve”. Pergunte a seu irmão: “O que é que eu lhe devo?”. A quem você deve tributo, pague tributo. A quem você deve imposto, pague imposto: “Dai a César o que é de César” (Mt 22.21).
A quem você deve respeito, pague respeito. Mas a quem você deve honra, pague com honra. A honra tem que ser paga. Hoje nós estamos fazendo uma denúncia no reino do espírito de algo que a igreja tem sido privada. Por muito tempo não aprendemos a honrar, e por isso mesmo não temos tido a devida recompensa. Mas a partir de hoje, as pessoas ficarão surpresas com a sua vida, com o que Deus vai fazer.
Existe muita gente em dívida porque nunca honrou. Se a honra deve ser algo tão natural para nós como o pagamento de impostos, por que muitas vezes somos tão tímidos para honrar? Porque toda pessoa que vive no princípio da honra, sempre terá alguém a criticá-la! E por medo da crítica, muitos se tornam tímidos para honrar. Quando as pessoas virem você honrando, algumas vão dizer:
— Está fazendo isso para aparecer! “Apareça”
— Está fazendo isso para bajular! “Bajule”
— Está fazendo isso para se mostrar! “Se mostre”
Somente um povo liberto é capaz de viver no princípio da honra. Mas, como podemos viver no princípio da honra de maneira prática? Existem algumas leis que regem a vida daqueles que honram, a saber: nós não honramos pessoas apenas, nós honramos a unção que elas têm. Em cada um de nós, há uma graça, uma unção. Mas você pode ter dessa unção se aprender a honrar.

1- A unção que honramos é a unção à qual servimos
Não existe honra sem serviço. Aquele que, de fato, honra, de alguma forma estará servindo. Quem diz que honra, mas não serve, não honra verdadeiramente. Vejamos alguns exemplos bíblicos de pessoas que honraram servindo:

a) Eliseu (1Rs 19.19-21) – Ele se dispôs a servir a Elias. Muita gente não recebe a unção porque não tem disposição para servir. Eliseu não começou fazendo milagres, mas carregando água para lavar as mãos e provavelmente os pés de Elias.
b) A mulher sunamita (2Rs 4.8-10) – Ela preparou um quarto para receber o profeta de Deus em sua casa. Todos os dias, quando Eliseu passava em frente à casa da viúva, ela comentava com seu marido: “lá vai o homem de Deus”. E ela, junto com o esposo, decidiu construir um quarto para receber o profeta. O resultado é que o profeta a recompensou e ela, que não podia ter filhos, teve um filho.
c) A mulher que lavou os pés de Jesus (Jo 12.1-3) – Se alguém honra, de alguma forma está preocupado em descobrir como servir. Às vezes, em pequenos gestos, como servir um copo d’água. Outras vezes, se esforçando para atender um desejo daquele que está sendo honrado (Mt 10.42). Os homens de Davi, mesmo com a própria vida em perigo, pegaram água para ele. A honra tem o desejo de ver o outro feliz (2Sm 23.15-16).

2- A unção que honramos é aquela à qual nos submetemos

Não existe honra solta e desvinculada. Quando você reconhece e decide honrar alguém, um vínculo será estabelecido. Por isso, todo homem de honra terá um mentor em sua vida. Existem pessoas que são aparentemente pessoas de honra, mas não se submetem a ninguém. Essas pessoas não sabem, de fato, o que é honra. Quando você se submete, algumas características vão se manifestar no relacionamento, tais como:
a) Seguir a direção – A Bíblia nos mostra que Eliseu seguiu as instruções de Elias, mas Geazi não seguiu as direções de Eliseu, e por isso mesmo sofreu o castigo da desonra.
b) Confiar – Só vou prosperar na unção em que confio e à qual me rendo. Se você caminha na desconfiança, nunca vai prosperar naquela unção (Jo 10.24). Se desconfiaram do Senhor, vão desconfiar de você também. Mas o Senhor diz em João 10.26-27: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz e me honram... elas me seguem...”

Você não pode se submeter a alguém em quem não confia. Porque, se você não confia, não se entrega, e quem não se entrega não descansa. E quem não descansa vai ter um relacionamento sempre tenso.
Muitas pessoas são assim. Elas têm a “cara de nota promissória”. Estão sempre cobrando algo. Isso torna o relacionamento ruim, tenso e pesado. Quando há confiança, o relacionamento é livre, leve e saudável.

3- A unção que honramos é a que abençoamos

Você não tem o que você não abençoa. E abençoar é falar bem. É investir recursos, tempo, vida. A honra é uma fonte de onde a vida pode fluir livremente. Você se lembra da história de Rute e Noemi? Rute se encontrou com Noemi quando esta havia saído de Israel e era próspera. Mas ao voltar para sua terra, estava velha, quebrada, sem filhos, sem marido, banguela e com um nome de amargura.
Rute assumiu uma atitude completamente oposta à de Ofra. Porque essas duas mulheres apontam para dois princípios de vida. Uma decide honrar abençoando com a única coisa que podia oferecer: sua companhia. A outra viveu os momentos bons, desfrutou da prosperidade, mas na hora do luto, foi tocar sua vida.
Existe muita gente assim: sempre interessada em ser abençoada, em participar das benesses, mas com pouca disposição em abençoar. Mas Rute disse a Noemi: “Não me interessa se você está amarga ou doce. O que interessa é que onde tu fores irei eu, onde pousares, pousarei eu, teu povo será meu povo e teu Deus será meu Deus. Você tem uma companheira pelo resto da sua vida”.
Na maioria das vezes, você só encontra pessoas que querem andar com você quando você está bem e as coisas estão boas. Quando você está passando por momentos difíceis, é muito difícil encontrar pessoas para estarem ao seu lado. Mas se você viver no princípio da honra, Deus sempre levantará uma Rute para estar ao seu lado.
E o final dessa história é interessante. Depois que Ofra abandonou Noemi, não se fala mais nada a seu respeito. Ela desapareceu. Mas Rute encontrou Boaz, que teve uma atitude de generosidade para com ela. Eles se casaram e, através desse casamento, veio à luz a ascendência do Messias.
Toda pessoa que vive no princípio da honra, um dia vai encontrar alguém que vai decidir investir em sua vida. Essa é a unção de Boaz que virá sobre sua vida! Mas você só entende o que é isso quando você não é nada, não tem nada, não pode nada e alguém, do nada, resolve investir em sua vida.
Boaz é a unção do favor que vem de graça sobre a vida de uma pessoa. A unção do investimento. A unção de Boaz é a unção que honra o desprezado, o humilhado, o que não tem nada, o que precisa de tudo.

4- A unção que honramos é aquela na qual prosperamos

Você nunca terá aquilo que você mesmo critica! Isso é uma grande verdade. Os pastores que criticam a visão de célula não podem ter células na igreja deles. As pessoas que se levantam contra a mensagem de prosperidade, têm a vida sempre amarrada financeiramente.
Há pessoas que, quando vêem um ministério grande, logo criticam: “Quando cresce muito não tem qualidade”. E o resultado você sabe qual é? Esses ministérios são sempre pequenos e inexpressivos. Você vai prosperar na unção que você honra. É nela que você vai crescer. É dessa unção que você participa e vai desfrutar.
Por isso, a restauração do princípio de honra vai trazer exaltação a muita gente que nunca foi reconhecida e vai expor muitos que vivem no princípio da desonra. A honra é uma semente que plantamos em nosso próprio favor. Porque toda semente de honra vai nos gerar uma recompensa de honra. Muitas vezes, nós não prosperamos mais em algumas áreas de nossa vida porque não honramos determinadas unções. E só vamos prosperar naquilo que nós honrarmos.
Infelizmente, nós vivemos em meio a uma geração completamente distante da honra! Gente que não recebeu honra dos filhos, dos pais, empregados ou da família. E hoje, essas pessoas têm dificuldades de honrar. Elas se convertem, vêm para a igreja e não sabem nada sobre honra; tratam todos de igual para igual.
Temos que nos arrepender diante de Deus do que fizemos aos nossos pais, professores e líderes espirituais, das mentiras que falamos, dos atos de desrespeito, de palavras duras, críticas que nos transformaram nas pessoas que somos hoje. Precisamos deixar que o Espírito Santo ative dentro de nós o princípio da honra para que possamos desfrutar das promessas de Deus para nossa vida.
A desonra é fruto do orgulho. Toda pessoa que desonra, no fundo, se acha melhor, mais importante e tenta desqualificar os outros. Toda pessoa que desonra tem por trás um espírito de orgulho. A Bíblia diz que algumas pessoas merecem respeito e devemos respeitá-las. Outras, além de receber respeito, devem ser honradas.
O que você preferiria se fosse um patrão? Um funcionário super competente, mas que não o respeita e o afronta de vez em quando ou um funcionário não tão competente como o primeiro, mas que o respeita e o honra? Nem precisamos parar para pensar na resposta. Esse é o motivo pelo qual muita gente competente não prospera e outros, não tão competentes, crescem na empresa. Logo as pessoas dizem: “É puxa saco!”. Mas não é isso. Ele está praticando o princípio da honra.
E a honra é a chave do êxito. As portas sempre vão se abrir para as pessoas de honra! Você não pode honrar e ao mesmo tempo desprezar. A unção que você honra é a unção que você vai ter. Aquele que critica o ministério jamais o terá. Aqueles que criticam os obreiros nunca serão obreiros. Aqueles que desprezam quem ensina nunca terão a revelação da Palavra de Deus.
Hoje nós vamos renovar nossa aliança com o nosso líder. Vamos ativar em nosso espírito o princípio da honra servindo, submetendo e abençoando para que possamos prosperar. Todos os dons e habilidades que existem no nosso ministério estão disponíveis para você. Mas se você os terá ou não depende do seu coração. Hoje Deus está nos mostrando o nível de honra em que devemos caminhar.